Lendo o blog do Tim Ferris, travei com este texto extraído do livro The Checklist Manifesto, do Atul Gawande. Nele, podemos entender a fixação antológica do David Lee Roth, ex e melhor vocalista do Van Halen, com os M&M’s marrons:
“Ouvindo a rádio, escutei a história atrás da notória insistência, inclusive contratual, do vocalista David Lee Roth em ter uma tijela cheia de M&M’s no backstage mas sem nenhuma pastilha marrom. Caso houvesse, o show poderia ser cancelado. E por pelo menos uma vez, o show isso aconteceu. Foi no Colorado, quando Roth encontrou um M&M marrom eu seu camarim. Mas não foi um simples caso daquelas exigências malucas de celebridades loucas.
“De acordo com o que David descreveu em suas memórias, Crazy from the Heat, “o Van Halen foi a primeira banda a levar grandes concertos para mercados terciários”.
“Nós íamos com nove caminhões de 18 rodas, cheios de equipamento, quando o padrão era três destes caminhões. E havia muito erros técnicos - tais como suportes que não aguentavam o peso, ou pisos que afundavam, ou portas que não eram grandes o suficiente para entrar com os materiais. O contratante tinha que ler o contrato muito bem, pois tinha tantos detalhes de equipamentos e de requisitos de pessoas que ele acabava achando que era as páginas amarelas chinesas”. Como um pequeno teste, enterrado no meio do contrato, estava o artigo 126, a cláusula onde estava a exigência da eliminação dos M&M’s marrons. “Quando nós íamos aos camarins, se eu visse um M&M marrom naquela tijela”, ele escreveu, “começávamos a chechar todos os itens da produção. Era certo que encontraríamos um erro técnico… era garantia de que teríamos um problema”. Não eram frivolidades. O erros poderiam levar a mortes. No Colorado, a banda percebeu que os promotores locais falharam em ler os requisitos de peso e que poderiam levar o palco abaixo durante aquela apresentação”.
Agora pense em que tipos de testes deste tipo você pode exigir na sua empresa, negócios e até nos seus relacionamentos?

